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T501 – Treinamento Automação e Manutenção de Processos – Avançado (TP – 40 h)

O processo de automação da manutenção visa monitorar os equipamentos do sistema elétrico, de forma mais detalhada relativo ao processo de operação. Através do monitoramento de algumas grandezas elétricas, podem ser identificadas falhas incipientes nos equipamentos.

A proposta da automação do processo de manutenção consiste em substituir as tradicionais manutenções corretivas e preventivas pela manutenção preditiva. A mudança de manutenções não planejadas para intervenção planejada desperta grande interesse em países de grandes dimensões com subestações isoladas, nas quais os deslocamentos significam parcela substancial do custo total de manutenção.

Nesse processo, similarmente a automação da operação, identificam-se duas etapas básicas que são a coleta de dados e o tratamento das informações, de forma a possibilitar, via algoritmos, diagnosticar, em tempo real o estado dos equipamentos em termos de disponibilidade e confiabilidade para a operação do sistema elétrico. A ideia é eliminar a possibilidade de a operação ser surpreendida com a falha intempestiva de equipamentos importantes.

Os investimentos feitos na monitoração e diagnóstico de falhas de equipamentos, permitem maximizar a disponibilidade dos equipamentos para o sistema elétrico, acarretando reduções significativas dos custos de manutenção. Além da redução dos custos de manutenção, obtém-se o aumento da confiabilidade do sistema, um planejamento mais eficiente da manutenção e o prolongamento na vida útil dos equipamentos monitorados.

Outro aspecto importante decorre da necessidade de se saber rapidamente onde e quando ocorreu um problema. Como conseqüência direta da desregulamentação, as multas por interrupção do serviço passam a ter uma importância significativa. Desta forma, acessar dados de tempo real relativo a hora e ao local da falha e as condições do equipamento primário, é de altíssima importância na redução do tempo de interrupção de fábrica parada.

Atualmente, os fabricantes de equipamentos oferecem sistemas de monitoramento de equipamentos que disponibilizam os resultados da análise pela internet, permitindo aos profissionais que trabalham na engenharia de manutenção das empresas o acompanhamento sistemático do estado dos equipamentos. As desvantagens deste tipo de abordagem referem-se à multiplicidade de sistemas, dificultando o próprio processo de monitoramento e os elevados custos da sua aquisição.

Nesse caso, a melhor alternativa consiste na aquisição de informações dos equipamentos por intermédio de sensores apropriados. Esses dados são armazenados em uma base de dados, no nível da subestação, que possibilita o desenvolvimento de uma Central Inteligente de Monitoramento e Diagnóstico, na qual são implantados os aplicativos de monitoramento e diagnóstico para os diversos equipamentos do sistema elétrico. A adoção dessa estratégia reduz de forma considerável os custos dos sistemas de monitoramento e diagnóstico em relação aos custos, se os sistemas forem adquiridos isoladamente.

A automação do processo de manutenção é relativamente nova em relação a automação da operação. Observa-se ainda que, apesar de existirem alguns sistemas de monitoramento e diagnóstico já desenvolvidos, eles estão estanques sem o nível de integração necessário, tanto em nível das funções específicas de manutenção quanto com as funções da operação.

Desta forma, é de extrema importância no projeto de automação considerar um modelo integrado funcional, evitando redundâncias na aquisição de dados e aumento de custos desnecessários. Deve-se buscar um aumento das sinergias entre os resultados gerados pelas funções automáticas de operação e manutenção, implicando ganhos significativos no processo de tomada de decisão vinculado à supervisão e controle do sistema.

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